Segundo mais votado da Frente de Esquerda, Toninho fica com 1ª suplência de deputado federal

Além dos 22. 854 votos em Toninho, o PSTU atingiu outros 9.086 votos de legenda

Passadas as eleições, a luta continua. Conheça mais o PSTU!

Um convite especial a você que votou '16' neste domingo

Zé Maria: Missão cumprida!

Sabe o programa do PT sobre os bancos? Foi em parte paga pelos próprios banqueiros

25 de novembro de 2014

Por que a luta pelo plebiscito pela Constituinte exclusiva para a reforma política é uma tática equivocada?

                                                                               Valerio Arcary
Duas luvas da mão esquerda não perfazem um par de luvas.
Duas meias verdades não perfazem uma verdade.

Eduard Douwes Dekker, alias, Multatuli (1820/1887) Ideias.
        Reforma política é um tema complicado por muitas razões. Não é por acaso que quase todo o espectro político dos partidos que defendem o atual regime institucional, da direita à esquerda moderada, se dizem a favor e, paradoxalmente, nunca se fez. Mexer nas regras dos processos eleitorais pode ser progressivo ou regressivo, dependendo da relação de forças. Alguém tem que perder para que alguém possa ganhar. [1]
             A questão polêmica que devemos nos perguntar é outra: a reforma política deve ser engano o centro da tática da esquerda?
       Para a oposição de esquerda as duas razões principais para considerar perigosa a defesa da prioridade da reforma política são simples. Em primeiro lugar porque a campanha que une o governo e uma significativa parcela dos movimentos sociais e organizações, como a CUT e o MST, pela Constituinte burla, ilude, desvia da questão central da conjuntura: não se pode combater a burguesia sem fazer denúncias e exigências, ou seja, lutar contra o governo Dilma que colabora com a burguesia.
      No Brasil, a burguesia não se deslocou em bloco para a oposição aos governos de coalizão liderados pelo PT. Ela se dividiu, e o PMDB não esteve distraído nos governos de Lula e Dilma, e na coligação eleitoral de 2014. Imaginar que o regime político brasileiro poderia mudar para melhor no calor do impacto do escândalo da operação Lava Jato da Polícia Federal é um engano. Dilma não será Chávez, pelas mesmas razões que explicam porque Lula não foi Rafael Correa.
       Quem imagina que as condições da luta política são semelhantes às da Venezuela ludibria-se a si próprio. Depois de doze anos a tese do governo em disputa não tem mais sustentação. Doze anos não são doze meses, muito menos doze semanas. O tempo faz diferença, e deve nos ensinar algo. A esquerda do PT e os movimentos sociais que se uniram ao MST e à CUT para defender o plebiscito estão tentando pressionar o governo Dilma para dançar uma salsa, mas a direção do PT já decidiu que quer ir ao baile do segundo mandato com Michel Temer para dançar um samba canção de reconciliação com o grande capital.
     A indicação da equipe econômica com Levy, Tombini e Barbosa, para não falar de Katia Abreu no Ministério da Agricultura, são uma demonstração inequívoca da estratégia do segundo mandato de Dilma Roussef. Não obstante, as ilusões em reformas social e politicamente indolores, embora inocentes, permanecem majoritárias, como ficou claro nas semanas do segundo turno de 2014, quando até uma parcela da esquerda do PSOL aderiu ao voto anti-Aécio. Esta quimera é ainda mais poderosa quando estas reformas prometem soluções mágicas contra a corrupção. [2]
      A campanha pela Constituinte é, portanto, uma tática equivocada. Antigamente, este tipo de posicionamento era criticado como diversionista. Porque cria uma diversão que ajuda o governo a ganhar tempo, desviando as possíveis mobilizações populares para alvos colaterais. Neste caso, o Congresso Nacional onde reina uma maioria reacionária que chantageia o governo. O papel dos sindicatos e movimentos populares não deve ser o de ala auxiliar do governo e do PT em suas disputas com o PMDB.
      A expectativa de que frações burguesas dissidentes possam apoiar, inocentemente, uma nova Constituinte está errada. Mas não porque a burguesia esteja satisfeita com a atual Constituição. Mas porque ela prefere o espaço do atual Congresso Nacional para fazer uma revisão reacionária da Constituição, uma revisão para retirar direitos e não para alargá-los.
       A campanha em torno à defesa do plebiscito pela Constituinte não deveria ser a prioritária da esquerda, não só porque ela estende uma mão a frações burguesas hipotéticas, mas porque ela já está dividindo a esquerda. A campanha prioritária para uma esquerda que mereça ser socialista deve partir daquilo que é central para os trabalhadores. Não daquilo que é central para segmentos de classe média. Para os trabalhadores o que é central é o salário mínimo de 2015, o direito ao trabalho, os 10% do PIB para a educação e a saúde, e um longo etc..
        Ou seja, questionar o tripé da política econômica do governo. Acontece que é muito diferente um bloco social entre a classe média ou parcelas delas aliados aos trabalhadores sob um programa de classe, do que o contrário. Se quem dirige é a classe média, ou até frações burguesas minoritárias, tudo evolui em uma direção perigosa. A política de esquerda não pode se permitir infantilismo. Aprendamos com os impasses das Diretas de 1984, e do Fora Collor de 1992. O preço pago pelos trabalhadores e o povo pelo papel dirigente de frações burguesas em 1984 foi a negociação de Tancredo no Colégio Eleitoral e os cinco anos de Sarney. O preço pago em 1992 foi a posse de Itamar Franco e a eleição de FHC em 1994.
      Desperdiçar energias é perigoso, porque nossas forças, enquanto movimentos organizados, não são ilimitadas. Este Congresso não tem interesse em convocar uma Constituinte em que os atuais deputados e senadores não poderiam ser candidatos. O PT vai apoiar esta mobilização? Claro que não. Quando Dilma levantou, improvisadamente, a bandeira da Constituinte em Junho de 2013, o PT entregou os pontos em menos de dois dias. Vai ser diferente em 2015? Por que Dilma iria chocar com a parcela da direção do PT que defende uma estratégia Lula/Palocci de giro à direita em 2015/16 semelhante à de 2003, para fazer a defesa da Constituinte? Sério?
      Entretanto, admitamos que o faça. Mesmo que houvesse esse plebiscito, não há razão alguma para acreditar que a composição da Constituinte seria melhor, ou menos ruim que o atual Congresso. O mais provável é que seria tão ou mais reacionário. Por outro lado, se tivéssemos força de choque para mobilizar e impor a este Congresso uma decisão como o plebiscito e a convocação de uma Constituinte, porque não impor decisões muito mais interessantes como os 10% do PIB para a educação, só que já? Ou o salário mínimo do DIEESE, já?
      Em segundo lugar, a campanha pela reforma política é errada porque o combustível social inflamável que potencializa a defesa da reforma política são as expectativas da classe média de que o problema do Brasil não é o capitalismo, mas a corrupção. Essa premissa ideológica é central na visão do mundo da classe média brasileira. Acontece que ela é falsa. As ilusões em um capitalismo sem corrupção são infantis, todavia, imensas, tanto na classe média histórica, como nas chamadas novas classes médias urbanas que, de resto, mantém fortes laços comunicantes entre si. [3]
      Primeiro porque não estamos falando só de algumas maçãs podres quando denunciamos a corrupção. O cesto inteiro de maçãs está contaminado. Além disso, é ingênuo imaginar que o Brasil deixaria de ser uma das sociedades mais injustas do mundo se fosse possível, por hipótese, reduzir a corrupção a taxas escandinavas. Não é possível, e ainda que se reduzisse a taxa de corrupção, a desigualdade social não seria afetada por essa transformação, porque ela não é a sua causa.
      A mega operação Lava Jato da Polícia Federal desnuda, mais uma vez, se isso fosse necessário, como são corruptas as relações do capitalismo brasileiro com o Estado. Obras superfaturadas em licitações viciadas financiam propinas que financiam partidos e garantem o enriquecimento dos operadores. Tudo isso é feito com o dinheiro público que faz falta para investimento em educação, saúde, habitação, transporte. A única diferença entre este último escândalo e os anteriores é a escala da roubalheira que não deixa de ser maior ano após ano.
       Qual é a dinâmica histórica deste processo de corrupção? Vem diminuindo ou crescendo? A verdade nua e crua é que ninguém sabe. Não sabemos por que não temos indicadores minimamente confiáveis que possam esclarecer o que aconteceu nos subterrâneos ao longo das últimas décadas. Não sabemos, por exemplo, nada sobre as negociatas durante a ditadura militar. Só podemos deduzir que devem ter sido muitas e de grande alcance, já que não havia controles independentes, o que só podia favorecer a impunidade.[4]
       Nunca existiu e nunca existirá um capitalismo sem corrupção.[5] Evidentemente, exigir que as investigações venham a ser realizadas até ao fim é mais do que justo. É indispensável. Quem entre os trabalhadores e a juventude não se alegrou quando foi feita a prisão preventiva dos presidentes ou gerentes executivos de algumas das maiores empreiteiras de construção civil pesada no passado dia 14 de novembro? Mas reforçar a ilusão de que, por exemplo, uma reforma política que proíba o financiamento empresarial dos partidos durante uma campanha eleitoral, poderia impedir que a burguesia continuasse a entregar centenas de milhões para os representantes dos seus interesses é uma ingenuidade perigosa.  
       Não fosse isso já bastante desanimador, parece insensato imaginar que a esquerda aliada ao governo do PT, depois de tantos e variados escândalos que envolveram líderes petistas, pudesse ser capaz de mobilizar as camadas médias para uma campanha democrática como a Constituinte para uma reforma do regime, quando esta base social rompeu, em sua imensa maioria, com os governos de coalizão dirigidos pelo próprio PT, em primeiro lugar, porque avalia o governo e o PT como corruptos. O PT e seus aliados não têm mais autoridade para poder encabeçar a luta contra a corrupção desde o mensalão. Pior ainda agora com a Lava Jato e a Petrobras.
       Mas admitamos que as classes médias não sejam os sujeitos potenciais dos líderes da esquerda governista ou semigovernista organizadores da campanha. Uma mobilização importante de massas operárias e populares, ou mesmo da juventude estudantil, sobre um programa democrático anticorrupção pela defesa de um plebiscito por uma Constituinte exclusiva é, também, mais do que improvável. Essa reivindicação não nasceu das ruas de Junho de 2013, mas do Palácio do Planalto, quando do discurso de resposta de Dilma para desmobilizar a onda nacional de protestos. Os oito milhões anunciados como subscritores do abaixo assinado liderado pelo MST e a CUT não são o ponto de partida desta campanha, mas o ponto de chegada. Nem uma minúscula parcela desses apoiadores pode ser mobilizada nas ruas.
     Isto posto, se, hipoteticamente, independente das organizações da classe operária, as classe médias saírem às ruas em massa, ou seja, na escala de dezenas de milhares, por sua própria conta por uma reforma política democrática e progressiva, a esquerda socialista deve como é óbvio apoiar. Mas deve ser consciente que terá de lutar pela direção deste combate democrático, apresentando um programa independente dos trabalhadores.       



[1] Sob a bandeira da reforma política a direita ambiciona, por exemplo, a conquista do voto distrital, e a cláusula de barreira, duas propostas reacionárias. A esquerda defende o voto por lista, para acabar com a competição, a antropofagia ou o canibalismo entre os candidatos do mesmo partido, e o fim do financiamento empresarial de partidos. Claro que estas mudanças seriam progressivas. Como seria progressiva a expropriação dos bens dos corruptos e corruptores, mesmo quando transferiram a riqueza para membros da família ou para laranjas. Como seriam progressivas tantas outras: a proporcionalidade direta na composição da Câmara dos deputados, o fim do Senado, o fim da reeleição.
[2] Recordemos o que a história e o marxismo nos deixaram como fundamentos graníticossobre a corrupção. Nunca existiu capitalismo sem corrupção. Capital e Estado estiveram sempre unidos através das mais variadas cumplicidades. Desde o alvorecer das pioneiras Repúblicas italianas, quando a Europa recuperou ao Islã o controle das lucrativas rotas comerciais do Mediterrâneo, passando pela conquista da América pelas Coroas ibéricas, sem esquecer os quase cento e cinquenta anos de disputa entre Londres e Paris pela supremacia no mercado mundial: a corrupção estava lá, em todos os portos, em todos os tribunais, em todas as Cortes, em todas as línguas. A corrupção nunca foi privilégio dos latinos, nem dos chineses, nem dos árabes. Desde o século XIX falou, sobretudo, o latim moderno, o inglês. Comprando favores, deslocando concorrentes, driblando as leis, subornando autoridades, obtendo cargos. A força do dinheiro abrindo as gavetas do poder, e o domínio do Estado favorecendo os cofres da riqueza.

[3] Esta camada social tem um peso social e político desproporcionalmente grande no Brasil. Ela é a trincheira mais combativa na defesa de um capitalismo meritocrático, entre outras razões, porque se beneficiou com a mobilidade social. Para simplificar um tema hemorrágico que não é o nosso foco, e sobre o qual não há consenso sequer entre os marxistas, podemos admitir para o que nos interessa que a velha classe média histórica é composta, essencialmente, por proprietários que vivem de alguma renda - aluguéis, aplicações financeiras - ou pequenos negócios familiares. Já as novas classes médias urbanas são formadas, fundamentalmente, por quadros de alta escolaridade como economistas, administradores, advogados, médicos, engenheiros, arquitetos, etc. Muitos são profissionais liberais que abriram pequenas empresas para gerenciar sua vida fiscal, enquanto outros, ainda quando são assalariados, ocupam cargos de gestão em suas empresas e recebem na forma de dividendos ou pro-labores.
[4]  Alguns incautos, contudo, se apressam em garantir que evoluímos. Que a vigilância e os controles através das instituições do Estado, como a CGU (Controladoria Geral da República), TCU (Tribunal de Contas da União), PGR (Procuradoria Geral da República), MPF (Ministério Público Federal), PF (Polícia Federal), ABIN (Agência Brasileira de Informações) estariam fechando o cerco sobre corruptos e dificultando a organização de esquemas. Outros estão confiantes de que o recurso à delação premiada estaria abrindo o caminho para, finalmente, revelar a identidade dos grandes corruptores. Os otimistas incuráveis sobre a tragédia da corrupção são otimistas, também, sobre a evolução da educação pública, sublinhando o crescimento da taxa de escolaridade média, ou sobre a saúde pública, exaltando o avanço da expectativa média de vida.
[5] Quando o advogado de Fernando Baiano declarou que nem um só paralelepípedo é colocado no chão no Brasil, sem que antes tenha sido feito um acerto por fora com superfaturamento, e alertou ou ameaçou que todas as obras iriam parar, o que desagrada, profundamente, a sensibilidade da classe média, a repercussão entre alguns articulistas reacionários foi tal que parecia que a estátua do Cristo no Corcovado tinha caído.

Lá vem aumento das passagens de ônibus em Guarulhos

Mal terminou o período eleitoral e os Prefeitos já começaram a se articular para discutir um possível aumento nas passagens de ônibus das cidades da Região Metropolitana de SP. Eles se reuniram na quarta feira 19/11 para tratar deste assunto. Nesta reunião ficou acertado que para 2015, a passagem que hoje custa R$3,00 pode subir para R$3,40 ou R$3,50.

Guarulhos em dezembro de 2012 reajustou a tarifa do ônibus em R$0,30.

Porém, no inicio de 2013 outros municípios fizeram o reajuste, que foi muito questionado pela população. Uma onda de protestos obrigou os Prefeitos a reduzirem novamente as tarifas e a subsidiar esse custo. Porém agora os Prefeitos alegam que é impossível manter esse subsídio para 2015. Que este valor pode comprometer investimentos em saúde, educação e obras públicas.

Os vereadores de nossa cidade acabaram de aumentar seus próprios salários em 53%, e aumentaram o número de vereadores, o que gerara um custo de aproximadamente 4 milhões por ano ao município. Quando a verba é para os políticos, eles nunca dizem que vai atrapalhar o orçamento. 

 A cara de pau dos políticos não tem limites. Eles esperam terminar o período eleitoral para aplicar esse aumento, depois criam uma desculpa qualquer para fazer as pessoas aceitarem isso, aumentando o valor da tarifa nas cidades em torno de SP para tornar o aumento na cidade de SP inevitável.

O transporte público em nossa cidade não melhorou nestes últimos 2 anos. Guarulhos ainda não pediu a auditoria dos contratos com as empresas de ônibus, que foram grandes financiadoras da campanha do Almeida. Não existe transparência nesses contratos.

A população sofre diariamente com os ônibus lotados, demorados, que mais parecem latas de sardinha. Para quem mora na periferia é pior ainda por que muitas vezes o único ônibus que chega até lá são os Microônibus que não dão conta da demanda.

Isso acontece porque quem manda nos interesses é o lucro das empresas privadas e não os interesses da população trabalhadora.

Passada as eleições os Guarulhenses vão pagar a conta. Aumento da tarifa de ônibus e para completar a criação de mais uma taxa na conta de luz a chamada Taxa para iluminação Pública que passará a ser cobrada no início de 2015.

Nós não devemos e não queremos pagar por isso. Devemos voltar as ruas para barrar mais esse aumento, pois em 2013 vimos que é possível. Precisamos exigir a estatização das empresas de ônibus pois transporte público é um direito, não tem que aumentar a passagem para aumentar o lucro das empresas. 

Nós do PSTU estaremos na luta pela redução da tarifa e pelo Passe Livre! Vamos pra rua pra barrar de novo esse aumento!

6 de novembro de 2014

Vereadores de Guarulhos aumentam seus salários em 43%!

Após quatro dias do fim do 2º turno das eleições presidenciais, os vereadores de Guarulhos convocaram uma sessão extraordinária da Camara para aprovar o aumento de seus próprios salários. Os vereadores passarão dos atuais R$10.470,19 para R$15.031, o que equivale a um reajuste de 43% em 2017. 

Eles disseram que a inflação corroeu o salário deles, e para o aumento consideraram a inflação do período e o INPC (Índice Nacional de preço ao Consumidor Amplo) que foi 33,1%. Este índice não é usado para o aumento dos servidores, dos aposentados, tampouco as patronais o utilizam para aumentar os salários. Além disso aumentaram o número de vereadores para as próximas eleições de 34 para 37.

Quando questionado pelo vereador Geraldo Celestino, o Líder da bancada Samuel Vasconcelos alegou que “A medida pode ser considerada imoral, mas não ilegal” e completou dizendo que “O que a população não gosta é de quem não trabalha”.

O vereador Samuel tem toda razão a medida é imoral sim. Os vereadores não vivem apenas desse salário, recebem outras vantagens como um carro a disposição, vale gasolina de aproximadamente R$1000,00 e outros benefícios que os trabalhadores não tem. Além disso ainda podem contratar para seus gabinetes até 20 pessoas com salários que variam de R$780 à R$5000,00. Reajustaram também o valor da verba de gabinete em 6,78%. 

O povo de Guarulhos tem sofrido muito com o aumento do IPTU, da conta de energia, da conta de água, o aumento do preço dos alimentos, entre outros. A média salarial na cidade é de aproximadamente R$1.500,00. Mal da para pagar o aluguel e conseguir deixar as contas em dia. O desemprego vem crescendo, tornando a vida dos trabalhadores cada dia mais difícil. Para completar aqueles que ocupam os espaços para ter o direito a moradia são violentamente despejados pela polícia como no caso do Jardim Marilene. Despejo ocorrido na mesma data da sessão extraordinária que votou o tal aumento.

Fica difícil entender por que tantos privilégios para os vereadores. O Prefeito Almeida/PT deveria vetar essas medidas.

O PSTU desafia os vereadores e o prefeito a viverem com um salário mínimo também. Se é possível para boa parte da população da nossa cidade, por que não haveria de ser para eles também?

| Artigo publicado originalmente no blog do PSTU Guarulhos. Clique aqui e acesse |

20 de outubro de 2014

É criminosa a postura da Sabesp e do governo Alckmin diante da falta d'água

15/10/2014 - A falta de água em várias regiões do Estado vem sendo denunciada pela população há várias semanas. Nos últimos dias, contudo, os relatos confirmam que o racionamento antes restrito a algumas horas no final do dia em alguns bairros já chega a ocorrer por mais de um dia em várias regiões.

A população já começou a armazenar água em baldes, galões e tonéis para minimizar a falta de água. Caminhões pipa já são uma realidade para muitas pessoas que têm de disputar umas com as outras para conseguir um pouco de água.

E a situação pode piorar ainda mais. Nesta quarta-feira, o nível do reservatório Cantareira chegou ao menor da história: 4,3%.

Em depoimento na Câmara Municipal de São Paulo, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, afirmou que se não chover, a água acaba em novembro na cidade de São Paulo. Um absurdo! A presidente da Sabesp só admitiu essa triste realidade agora passadas as eleições!

O fato é que a Sabesp e o governador Geraldo Alckmin seguem tentando minimizar a gravidade da situação. Sem qualquer transparência, negam informações sobre a real situação da falta de água. Só sabem dizer que há problemas “pontuais”, enquanto os relatos de desabastecimento só aumentam.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) vai acionar o Ministério Público e o Procon-SP contra a Sabesp por omitir informação sobre os locais na cidade em que ocorre diminuição da pressão de água e possível falta de abastecimento.

A falta de água em São Paulo é uma tragédia anunciada e uma demonstração do descaso criminoso do governo Alckmin com um serviço tão essencial à população. É o apagão das águas do PSDB.

Desde 2003, técnicos vêm alertando o governo sobre os riscos do sistema Cantareira. Mas Alckmin e a Sabesp, subordinada ao governo, ignoraram os avisos e não investiram para evitar a falta d’água.

Desde 2009, o reservatório Cantareira, composto por quatro represas, atua no limite. Um relatório elaborado pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP), o Plano da Bacia do Alto Tietê, de dezembro de 2009, já apontava a “necessidade de contar com regras operativas que evitem o colapso de abastecimento das regiões envolvidas e minimizem a influência política nas decisões”.

O Vale do Paraíba também poderá ser afetado. Os reservatórios da região estão com um nível de 12,3%, o menor registrado nos últimos dez anos.

Alckmin poderia ter determinado investimentos em infraestrutura para evitar o alto desperdício existente na rede de abastecimento, antecipado mudanças no manejo da água e ter definido medidas de racionalização do consumo.  Mas preferiu favorecer os interesses dos acionistas privados que controlam mais da metade do capital acionário da Sabesp, transformando a água, um bem essencial à vida, em simples mercadoria.


Defendemos a Sabesp 100% estatal, sob controle dos trabalhadores, bem como o fim das terceirizações para garantir os investimentos necessários para o abastecimento de água e um serviço de qualidade à população.

Toninho Ferreira, presidente do PSTU de São José dos Campos e 1° suplente de deputado federal





10 de outubro de 2014

Posição do PSTU no segundo turno das eleições presidenciais

É nas lutas que vamos mudar o Brasil para assegurar vida digna para os trabalhadores e o povo pobre 

Zé Maria, Presidente Nacional do PSTU

Diante de um segundo turno disputado por um candidato do PSDB – representante maior dos bancos e das grandes empresas em nosso país – e uma candidatura do PT, nós entendemos as razões que levam ainda muitos trabalhadores a acharem que é melhor votar em Dilma para derrotar Aécio Neves, e respeitamos, obviamente, a opinião de todos que pensam assim. Mais que isso, queremos estar juntos com estes e com todos os trabalhadores nas lutas que teremos pela frente para defender nossos direitos e melhores condições de vida para nosso povo. No entanto, queremos expressar claramente a opinião do nosso partido pelo voto nulo e as razões pelas quais a adotamos.

O PSTU lançou candidatos às eleições para defender um programa operário e socialista para o país. Um programa para garantir o atendimento das demandas necessárias para assegurar vida digna para os trabalhadores e o povo pobre - saúde, educação, moradia, transporte, aposentadoria, reforma agrária, emprego e salário digno para todos. Para assegurar o respeito aos direitos das pessoas LGBT, o fim da discriminação e do machismo contra as mulheres e do racismo contra negros e negras. Que ponha fim à violência e à criminalização da pobreza e das lutas dos trabalhadores e da juventude brasileira.

Um programa que, para atingir estes objetivos, avança em medidas para colocar fim ao controle que os bancos, as empreiteiras, as multinacionais e as grandes empresas têm sobre nosso país, pois esta é a única forma de acabar com a injustiça e a desigualdade.

O segundo turno das eleições será disputado por duas candidaturas que não defendem este programa. Aécio Neves, do PSDB é o representante direto dos bancos e das grandes empresas que controlam o país. Seu governo seria a expressão clara do retrocesso, da volta de um governo que, como FHC, privatizou, entregou o patrimônio do Brasil às multinacionais e atacou duramente os direitos dos trabalhadores. De governos como o de Geraldo Alckmim de São Paulo e de Anastasia em Minas Gerais, onde a brutalidade e a violência policial é a única resposta às demandas dos trabalhadores, do povo pobre e da juventude a brutalidade policial.

A continuidade do governo do PT, com Dilma Roussef, tampouco vai trazer as mudanças que os trabalhadores e a juventude brasileira querem, para terem uma vida melhor. Depois de 12 anos de governo petista, é forçoso reconhecer que este partido tem governado privilegiando os mesmos interesses que o governo anterior. Ao buscar uma aliança com os bancos e grandes empresas para governar (representados pelos Sarney’s, Collor’s e Maluf’s da vida), o PT não mudou nem vai mudar o país.

O Bolsa Família, apresentado como prioridade do governo petista, pois destinado a combater a pobreza, leva do orçamento do país cerca de 24 bilhões de reais/ano. Já o Bolsa Banqueiro – recursos públicos que saem do mesmo orçamento para engordar os lucros dos bancos e especuladores do mercado financeiro – chega a 900 bilhões de reais/ano. Ou seja, a prioridade, de fato, segue sendo os bancos e não os pobres.

Pelo contrário, com a desaceleração da economia que estamos assistindo – o PIB do país deve crescer menos de 1% este ano – o que está em preparação desde já são mais ataques aos direitos dos trabalhadores. É o aumento do preço da gasolina (e aumento de preços que vêm em cascata toda vez que aumenta a gasolina), aumento da tarifa de luz, continuidade das privatizações, como o recente leilão do Campo de Libra; o que se prepara é mais subsidio para os bancos e grandes empresas, e não medidas que impeçam o crescimento de desemprego.

Vai ser assim em um eventual governo do PSDB, mas infelizmente, pelo que se viu nos últimos doze anos, também em um governo do PT. A experiência do povo brasileiro com os governos do PSDB e também com os governos do PT não dá base para que se tenha ilusão de que o resultado destas eleições mude o país e acabe com as mazelas que afligem nossa vida cotidianamente. Pelo contrário, os trabalhadores e a juventude devem se preparar para a luta em defesa de seus direitos e interesses. É nas lutas que vamos mudar o Brasil para assegurar vida digna para os trabalhadores e o povo pobre. 

O PSTU acredita, como dissemos no primeiro turno, que o voto é um gesto político, fortalece quem o recebe. E – por tudo que está dito acima – nossa opinião é que não podemos fortalecer nenhuma das alternativas que estão disputando o segundo turno. Por esta razão, nossa opinião é que o voto certo no segundo turno é o voto nulo, e que sim, precisamos fortalecer cada vez mais a organização e a luta dos trabalhadores e a juventude, pois é na luta que reuniremos condições para mudar nosso país. É esta opinião que levamos aos milhares de trabalhadores e jovens que nos acompanharam na primeira fase das eleições.

Saudações socialistas 
Zé Maria, Presidente Nacional do PSTU

6 de outubro de 2014

Ativistas fazem beijaço na Paulista contra a homofobia

Thiago Clemente do Amaral, da Secretaria LGBT de SP
Na última terça-feira, 30, ocorreu na Avenida Paulista um ato com centenas de LGBT´s. A manifestação foi organizada para responder, nas ruas, às provocações homofóbicas feitas pelo candidato à presidência de república Levy Fidelix (PRTB). Entre outras excrescências, disse o candidato, em cadeia nacional, que LGBT´s precisam de “tratamento psicológico” e que devem ser mantidos longe do restante da população, além de associar este grupo à pedofilia.

Fidelix disse ainda que achava feio andar pela Av. Paulista, devido à grande quantidade de LGBT´s naquele local. A resposta de alguns setores organizados do movimento LGBT não tardou: por meio das redes sociais, foi convocado o ato, que se iniciou no MASP e andou até a Praça do Ciclista.

Entre palavras de ordem e bandeiras do arco-íris, os manifestantes mostraram que a resposta aos ataques homofóbicos deve ser dada não só nas urnas, mas também nas ruas. O PSTU ajudou a convocar e organizar o ato, e esteve presente com seus militantes, entre eles a candidata à deputada estadual Arieli Tavares, representando a juventude, e eu representando os LGBT’s do partido. Também falou, em nome do PSTU, a ativista Babi Borges, frisando a importância da presença das mulheres lésbicas nas mobilizações.

Encerrado o ato, os manifestantes já se preparam para as próximas mobilizações, que ocorrerão ainda esta semana, para repudiar toda e qualquer manifestação de caráter transfóbico, homofóbico e lesbofóbico nestas eleições.

27 de setembro de 2014

Governo do PSDB de Taboão ataca Sandra Fortes, do PSTU

27/09/2014 - O prefeito de Taboão da Serra, Fernando Fernandes, do PSDB, abriu um processo administrativo calunioso contra a professora Sandra Fortes, presidente do Diretório Municipal do PSTU. Este é o ataque mais frontal feito pelo governo à professora, que é uma das principais dirigentes das lutas do funcionalismo público municipal. 

Sandra Fortes é membro da Executiva da Subsede da Apeoesp Taboão e da diretoria da ATRASPACTS (Associação dos Trabalhadores da Prefeitura, Autarquias e Câmara de Taboão da Serra). 

A Associação impulsionou a formação de um Comando de Greve e a unidade com o Siproem (Sindicato dos Professores Municipais de Barueri e Região), deflagrando uma greve do funcionalismo municipal que durou 20 dias, no mês de junho passado, pelo cumprimento da data base, reajuste salarial e direitos há anos ignorados pelos prefeitos da cidade. 

Foi a maior greve na história do funcionalismo de Taboão, dirigida por uma corajosa vanguarda de ativistas, a maioria mulheres, que se enfrentou com o prefeito e seus secretários, com a Câmara de Vereadores subordinada ao executivo e com a legião de "livre nomeados" (diretores, supervisores, chefes e puxa sacos em geral) que oprime os servidores nos locais de trabalho. O prefeito se recusou a negociar, mas foi obrigado pela greve a conceder um abono salarial de R$100 a R$200 aos trabalhadores das faixas salariais menores. 

Com o retorno ao trabalho, o governo passou a perseguir as lideranças da greve, transferindo arbitrariamente quatro profissionais de seus locais de trabalho e ameaçando muitos outros. Através de liminar na Justiça, o prefeito foi obrigado a pagar os dias da greve que havia descontado dos salários dos trabalhadores da Secretaria da Educação, mas os das secretarias da Assistência Social, Manutenção e Cultura ainda não receberam e aguardam uma decisão judicial. A Campanha Salarial continua.

Criminalização e perseguição política
Os ataques do governo a Sandra Fortes são parte desta perseguição geral aos grevistas e se iniciaram logo no começo da mobilização, quando o prefeito declarou aos jornais que ela era responsável pela greve devido a "interesses partidários". Em seguida, o líder do governo na Câmara, vereador Marco Porta (PRB), tentou criminalizá-la colocando em dúvida o diagnóstico de cisto na corda vocal que levou a Medicina do Trabalho da Prefeitura a readaptar a forma de trabalho de Sandra. 

O vereador acusou-a de não ter voz para trabalhar, mas ter voz para falar no carro de som dos grevistas, acusação que foi repetida integralmente pelo prefeito numa coletiva à imprensa. 

Na portaria que informa a instauração do processo administrativo, o prefeito acusa falsamente Sandra Fortes de "suposto aliciamento de menores", o que deduzimos que esteja relacionado ao fato de alunas e alunos da escola em que a professora trabalha terem escrito "cartinhas" ao prefeito solicitando melhorias para o funcionalismo. Fernando Fernandes e a "primeira dama", deputada estadual Analice Fernandes (PSDB), costumam tirar fotos com centenas de crianças nas festas juninas das escolas, com objetivos eleitoreiros. Mas, quando as crianças defendem suas professoras, ele considera "aliciamento".

O prefeito também tem espalhado através de seus puxa-sacos e fura-greves a fábula de que não negocia com os funcionários públicos porque se recusa a sentar na mesma mesa com o PSTU e Sandra Fortes. Na verdade, ele se recusa a negociar com o Comando de Mobilização e com as entidades representativas do funcionalismo (Atraspacts e Siproem).

Estes fatos demonstram que há uma perseguição política promovida pelo governo do PSDB e seus aliados contra o PSTU, na figura de nossa principal representante pública. Seguindo os passos de seu chefe, o governador Alckmin, o prefeito de Taboão se vale de acusações falsificadas com o objetivo de difamar e criminalizar o partido e Sandra Fortes. A fraude montada por Alckmin para demitir 42 metroviários está sendo questionado na Justiça, que já ordenou a reintegração de 10 trabalhadores. Existe um aumento da repressão às lutas dos trabalhadores, com abertura de processos fraudulentos que levam a demissões e prisões de ativistas em todo o país.

Estes métodos não são novidade. As classes dominantes sempre utilizaram a calúnia e a difamação para atacar os oprimidos, principalmente aqueles homens e (sobretudo) mulheres que se colocam à frente das lutas dos trabalhadores e ousam desafiar seu monopólio de poder econômico e político.

Somos perseguidos por combater os donos do poder
O PSTU, tendo como principal porta voz a companheira Sandra Fortes, junto a outros partidos e organizações de luta dos trabalhadores, vem fazendo uma denúncia permanente dos governos de Taboão, que são verdadeiros "balcões de negócios" dos empresários e seus representantes políticos, que enriquecem através da manipulação dos recursos públicos. 

No governo anterior do PSB/PT, impulsionamos a luta pelo "Fora Evilásio", junto ao Comitê de Luta contra a Corrupção, que denunciou o roubo do IPTU que lesou o caixa da prefeitura em mais de R$ 50 milhões, para beneficiar empresários da cidade. Nas eleições municipais de 2012, o PSTU junto com o PSOL formou a Frente de Luta Socialista, apresentando candidatos a prefeito e vereadores de luta e independentes dos donos do poder em Taboão. 

Participamos das Jornadas de Junho do ano passado junto com a juventude exigindo melhorias no transporte coletivo e denunciando o monopólio das empresas Pirajuçara e Miracatiba. Vimos denunciando o governo atual do PSDB, que através da privatização da Saúde e da Educação Pública entrega milhões de reais por mês a empresas privadas, para manter serviços de péssima qualidade à população. 

Nas eleições denunciamos o financiamento milionário dos candidatos dos partidos que estão no poder pelas empresas beneficiadas com recursos públicos. 

Enquanto tudo isso acontece, o funcionalismo municipal vive com salários arrochados e sem direitos básicos como vale transporte e outros. Sandra Fortes esteve na linha de frente das principais lutas do funcionalismo municipal dos últimos anos: a greve de 2005, as greves das professoras ADIs em 2011 e 2012, e a greve do funcionalismo de 2014. 

É por ter esta trajetória de luta que Sandra Fortes e o PSTU são perseguidos pelo governo autoritário do PSDB.

Não nos calarão!
Para Fernando Fernandes é inadmissível "sentar à mesma mesa" para negociar com lideranças como Sandra Fortes, que representam a maioria de mulheres e negros que formam o exército de explorados e oprimidos do funcionalismo e da classe trabalhadora. Para os donos do poder é inadmissível ouvir a voz de uma mulher negra que tem a coragem de denunciar o sistema político corrupto e coronelista que impõem à cidade. Querem calar esta voz dos explorados e oprimidos. 

Sandra Fortes tem recebido a solidariedade de seus colegas funcionários públicos e das mães e pais de alunos e alunas que conhecem seu trabalho, sempre exercido com criatividade e responsabilidade reconhecidas por todo trabalhador honesto. As entidades dos trabalhadores também se posicionam em sua defesa. É nas mãos dos trabalhadores e de seus filhos e filhas e das entidades de nossa classe que colocamos a defesa da integridade física e moral de Sandra Fortes. 

Chamamos os trabalhadores e trabalhadoras e suas entidades de luta a se solidarizarem com a companheira Sandra Fortes, enviando moções de apoio, fazendo postagens nas redes sociais e exigindo a retirada do processo calunioso movido pelo prefeito do PSDB.

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - 21/9/2014